quinta-feira, 9 de março de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): MUROS E GRADES/ ENGENHEIROS DO HAWAII - COM GABARITO

 MUROS E GRADES
                                                      ENGENHEIROS DO HAWAI

          Nas grandes cidades do pequeno dia a dia
          O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
          Então erguemos muros que nos dão a garantia
          De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
          Nas grandes cidades de um país tão violento
          Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
          Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
          E nada nos protege de uma vida sem sentido
          Um dia super
          Uma noite super
          Uma vida superficial
          Entre as sombras
          Entre as sobras
          Da nossa escassez
          Um dia super
          Uma noite super
          Uma vida superficial
          Entre as cobras
          Entre escombros
          Da nossa solidez
          Nas grandes cidades de um país tão irreal
          Os muros e as grades
          Nos protegem de nosso próprio mal
          Levamos uma vida que não nos leva a nada
          Levamos muito tempo pra descobrir
          Que não é por aí... não é por nada não
          Não, não pode ser... é claro que não é
          Será?
          Meninos de rua, delírios de ruína
          Violência nua e crua, verdade clandestina
          Delírios de ruína, delitos & delícias
          A violência travestida faz seu trottoir
          Em armas de brinquedo, medo de brincar
          Em anúncios luminosos, lâminas de barbear
          (Refrão)
          Viver assim é um absurdo, (como outro qualquer)
          Como tentar o suicídio (ou amar uma mulher)
          Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
          Como lutar pelo poder (lutar como puder)

                   GESSINGEER, Humberto e LICKS, Augusto. Muros e grades. Em:
                   ENGENHEIROS DO HAWAII. Várias variáveis. Rio de Janeiro: BMG, 1991. Faixa 9.
         
1)    Quando leu o título “Muros e grades”, você construiu uma ideia sobre o assunto que seria tratado na letra da canção. Sua ideia inicial se confirmou? Qual é o tema principal dessa canção?
Resposta: O tema principal é a violência e o medo com o qual vivemos nas grandes cidades.

2)    Alguns sons se repetem ao longo da canção. Que efeito é produzido pelas repetições?
Resposta: A repetição do fonema produzido pela letra “s”, sobretudo no refrão, reforça a expressividade dos versos e valoriza a sonoridade, a musicalidade da canção.

3)    Mesmo não tratando de maneira explícita, a letra da canção faz pensar em um tipo de moradia e um estilo de vida. Que tipos são retratados na canção?
Resposta: O texto remete às moradias das grandes cidades e ao estilo de vida em que as pessoas se isolam em suas casas para se sentir protegidas.

4)    Você conhece moradias como essas? Elas estão presentes em seu bairro? Em sua opinião, o que leva as pessoas a viverem desse modo?
Resposta Pessoal.

5)    Em sua opinião, como o verso “morreremos cheios de uma vida tão vazia” pode ser interpretado?
Resposta Pessoal.

6)    Nessa letra, os autores fazem críticas ao modo como vivemos e convivemos atualmente. Que críticas seriam essas? Justifique sua resposta com trechos da letra.
Resposta: A crítica a respeito da vida sem sentido, em que nos isolamos em casas com muros e grades e não nos relacionarmos com o próximo, sendo superficiais. Trechos que expressam essa crítica.
“Então erguemos muros que nos dão a garantia/ De que morreremos cheios de uma vida tão vazia”, “Um dia super /Uma noite super / Uma vida superficial”, Mas o quase tudo quase sempre é quase nada”/ “ E nada nos protege de uma vida sem sentido”, entre outros.

7)    É possível perceber quando essa letra de canção foi escrita? Por quê?
Resposta: A canção é contemporânea, pois o tema é bastante atual. Ela faz parte do álbum Várias variáveis, lançado em 1991.



    

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