terça-feira, 27 de junho de 2017

TEXTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ENSINO FUNDAMENTAL - COM GABARITO



TEXTO: O CELULAR EM NOSSAS VIDAS

   TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO TENHA PENSADO NISSO, MAS JÁ IMAGINOU QUE O CELULAR EXISTE HÁ POUCO TEMPO? BASTA VOCÊ ASSISTIR A REPRISE DE UMA NOVELA DE TV DE DUAS DÉCADAS ATRÁS, E VOCÊ LOGO PERCEBERÁ MUITAS SITUAÇÕES QUE SÃO BEM DIFERENTES DAS ENCONTRADAS NOS DIAS ATUAIS, GRAÇAS AO CELULAR. AS PESSOAS SAÍAM PARA SEUS COMPROMISSOS E SÓ ERA POSSÍVEL ENTRAR EM CONTATO COM ELAS, QUANDO CHEGASSEM AOS SEUS DESTINOS. ISSO CONTANDO QUE LÁ ONDE ELAS ESTIVESSEM, EXISTISSE UM TELEFONE “FIXO” DISPONÍVEL. O FATO É QUE DURANTE O TRAJETO, SEJA ELE PERTO OU LONGE AS PESSOAS FICAVAM INCOMUNICÁVEIS.
   ESSA PEQUENA CAIXINHA QUE AS PESSOAS COSTUMAM LEVAR DENTRO DE SUAS BOLSAS, BOLSOS OU DEPENDURADAS NO PESCOÇO, PROVOCARAM UMA GRANDE MUDANÇA NA NOSSA SOCIEDADE. ANTES O TELEFONE SE LIMITAVA A FAZER E RECEBER LIGAÇÕES. HOJE VÁRIOS RECURSOS SÃO UTILIZADOS: TORPEDOS, E-MAILS, FOTOS, VÍDEOS, JOGOS E OUTROS. TUDO MUDOU MUITO DEPRESSA E CERTAMENTE MUDARÁ MUITO MAIS.
   IMAGINE SÓ QUE A PRIMEIRA DEMONSTRAÇÃO DE UM APARELHO PORTÁTIL DE COMUNICAÇÃO À DISTÂNCIA FOI FEITA EM NOVA YORK EM 1973 PELO ENGENHEIRO MARTIN COOPER. O APARELHO QUE ELE USOU PESAVA QUASE UM QUILO, E MEDIA 25 CENTÍMETROS. A BATERIA LEVAVA 10 HORAS PARA RECARREGAR E SÓ DURAVA 20 MINUTOS. CUSTAVA 4 MIL DÓLARES. E O APELIDO ERA PERFEITO: “TIJOLÃO”.
   NO BRASIL A PRIMEIRA LIGAÇÃO POR CELULAR FOI FEITA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NO MÊS DE DEZEMBRO DE 1990. O APARELHO CUSTAVA UMA FORTUNA E A CONTA OUTRA.

ENTENDENDO  O TEXTO

1)    QUAL É O TÍTULO DO TEXTO?
R.: O celular em nossas vidas.

2)    QUAL É A FUNÇÃO DO TEXTO?
R.: Passar uma informação.

3)    QUAL É O TEMA PRINCIPAL DO TEXTO?
R.: O texto fala sobre a história e a importância do celular.

4)    SEGUNDO O TEXTO COMO SE CHAMA O TELEFONE COM FIO?
 R.: Telefone fixo.

5)    QUAIS MUDANÇAS O TELEFONE CELULAR TROUXE A VIDA DAS PESSOAS?
R.:  As pessoas podem se comunicar em todos os momentos, sendo que antes isso só era possível se a pessoa estivesse em um lugar em que tivesse disponível um telefone fixo.

6)    QUANDO, ONDE E QUEM FEZ A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO DE UM APARELHO PORTÁTIL DE COMUNICAÇÃO A DISTÂNCIA?
R.:  A primeira apresentação foi feita em 1973 em Nova York, pelo engenheiro Martin Cooper.

7)    CITE ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DESTE APARELHO QUE FOI APRESENTADO?
R.:  Ele pesava quase um quilo, media 25 centímetros, a bateria levava 10 horas para recarregar e só durava 20 minutos e custava 4 mil dólares.

8)    ONDE E QUANDO FOI FEITA A PRIMEIRA LIGAÇÃO POR CELULAR NO BRASIL?
R.:  Foi feita na cidade do Rio de Janeiro em dezembro de 1990.

9)    QUANTOS PARÁGRAFOS EXISTEM NO TEXTO?
R.: O texto tem 4 parágrafos.



TEXTO: O PORQUINHO FEIO

Era uma vez uma mamãe pata que tinha cinco filhotes. Quatro deles eram os patinhos mais lindinhos, fofinhos e amarelinhos que você pode imaginar.
Mas o quinto era cor de rosa, tinha focinho e um rabinho enrolado.
“Ele é muito crescido para a sua idade”, pensava mamãe pata. “Será que ele é um filhote de peru como todos dizem?”
Mamãe pata levou seus filhotes para a aula de natação no lago. Todos os patinhos pularam logo na água, até o cor de rosa, apesar de ele não nadar tão bem como seus irmãos.
“Bem, aquele patinho com certeza não é um peru!”, pensou sua mãe.
No dia seguinte, chegou a hora de grasnar. Mamãe pata soltou um QUAC e cada um de seus filhotes a imitou.
Mas, quando chegou a vez do patinho cor de rosa, no lugar de QUAC, ouviu-se ÓINC!
--Ele não é um pato! –gritaram todos. --Ele é um porquinho feio, e não pertence ao nosso meio!
E, assim dizendo, enxotaram o porquinho dali.
Cansado, faminto e abandonado, o porquinho feio vagou durante vários dias em busca de um novo lar.
Mas nem o passarinho lhe dava atenção.
--Suma daqui, seu porquinho feio! – gritavam, assim que o viam.
Um dia, o porquinho feio chegou a uma fazenda, e viu alguns porcos.
Aproximando deles falou:
-- Eu sei que sou um porquinho feio, mas será que posso ficar aqui, morando com vocês?
-- Um porquinho feio?! – eles exclamaram.
--Você é o porco mais lindo que já vimos!
E, daquele dia em diante, ele viveu feliz para sempre.

(Sugald Steer – São Paulo: Brinque-Book,1999)

Interpretação do texto
  
1 – Quem são os personagens da história?
     A mamãe pata, os patinhos e o porquinho feio.

2 – Qual foi a primeira lição que a mamãe pata ensinou a seus filhotes?
     Aula de natação.

3 – Quando foi que a mamãe pata descobriu que o porquinho não era um pato? Por quê?
     Quando os patinhos disseram QUAC, e o porquinho disse OÍNC!

4 – O que a mamãe e os patinhos fizeram com o porquinho depois da descoberta? Assinale a resposta correta:
( ) Ensinaram o porquinho a ser como um pato.
(X) Mandaram o porquinho embora.

 5 – Quanto tempo o porquinho vagou à procura de um novo lar?
      Vários dias.
  
6 – Em que momento da história o porquinho conseguiu ser feliz?
    A partir do momento em que os porcos, disse-lhe que ele era o mais lindo.
  
7 – A história conta que nem um passarinho quis lhe dar atenção. Copie da história o que o passarinho disse a ele.
      “Suma daqui, seu porquinho feio!













TEXTOS PARA O ENSINO MÉDIO - GABARITADOS

SUSTENTÁVEL, BONITA PALAVRA!

Instrução: Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 03.

É fácil errar quando uma empresa ou seus dirigentes não têm clareza sobre o que de fato significam as bonitas palavras que estão em suas missões e valores ou em seus relatórios e peças de marketing. Infelizmente, não passa um dia sem vermos claros sintomas de confusão. O que dizer de uma empresa que mal começou a praticar coleta seletiva e já sai por aí se intitulando “sustentável”? Ou da que anuncia sua “responsabilidade social” divulgando em caros anúncios os trocados que doou a uma creche ou campanha de solidariedade? Na melhor das hipóteses, elas não entenderam o significado desses conceitos. Ou, se formos um pouco mais críticos, diremos tratar-se de oportunismo irresponsável, que não só prejudica a imagem da empresa mas — principalmente — mina a credibilidade de algo muito sério e importante. Banaliza conceitos vitais para a humanidade, reduzindo-os a expressões efêmeras, vazias.
(Guia Exame — Sustentabilidade, outubro de 2008.)

01-O texto faz uma crítica ao
A) uso inexpressivo de expressões efêmeras e vazias, o que coíbe a prática do oportunismo irresponsável.
B) trabalho social das empresas, que priorizam ações sociais sem utilizarem um marketing adequado.
C) discurso irresponsável das empresas que, na verdade, destoa das práticas daqueles que o proferem.
D) excesso de discursos sobre sustentabilidade e responsabilidade em empresas engajadas em assuntos de natureza social.
E) uso indiscriminado do marketing na divulgação da responsabilidade social das empresas.

02- Considerando o ponto de vista do autor, a frase — O que dizer de uma empresa que mal começou a praticar coleta seletiva e já sai por aí se intitulando “sustentável”? — deixa evidente que uma empresa
A) pode prescindir do real sentido do termo “sustentável”.
B) já é sustentável, quando começa a fazer coleta seletiva.
C) deve fazer seu marketing desatrelado de sua prática.
D) deve consolidar suas práticas antes de defini-las.
E) começa mal, caso se dedique à coleta seletiva.

03- No contexto, as palavras mina e efêmeras assumem, respectivamente, o sentido de
A) abala e passageiras.                       D) atenua e perenes.
B) reduz e mensuráveis.                      E) reforça e duradouras.
C) altera e transitórias.


 Texto para as questões de número 04 a 09
Gripe: sala de aula vazia, shopping cheio
  
Durante a epidemia de influenza (a “gripe espanhola”) que grassou no país em 1918, as autoridades municipais de Curitiba determinaram o fechamento de todas as casas de espetáculos e proibiram aglomerações, inclusive o acompanhamento dos enterros e a frequência a templos religiosos. Ante os parcos recursos e conhecimentos médico-científicos de então, estima-se que a epidemia tenha matado cerca de 50 milhões de pessoas no mundo.
Agora, no século 21, nossas autoridades estão permitindo a desinformação e o caos. Enquanto diversas escolas adiaram o início das aulas do segundo semestre ou as suspenderam, e a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo determinou a volta às aulas apenas no dia 17 de agosto, o secretário de Saúde do Paraná inicialmente criticou as instituições curitibanas pela atitude “precipitada” – depois, acabou cedendo, embora argumentando que os motivos não são técnicos, e que aderiu à medida apenas para tranquilizar as famílias. Várias vozes qualificadas classificaram o adiamento como inútil e inócuo.
Os especialistas divergem. Uns dizem que a gripe A tem gravidade e letalidade parecidas com a da gripe sazonal e que bastam as ações preventivas que estão sendo tomadas para conter riscos maiores. E garantem que adiar o início das aulas por uma ou duas semanas não terá nenhum efeito. Outros especialistas, por sua vez, afirmam que a situação é mais grave do que se noticia e que deveriam ser tomadas medidas mais drásticas, justificando a suspensão das aulas.
O diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, afirmou categoricamente: “No Brasil, adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus.” A única recomendação do Ministério sobre a volta às aulas é que os alunos que tiverem sintomas da gripe não retornem.
Quando nem as autoridades da saúde se entendem, como o cidadão pode ter uma orientação se­­gura? Se há uma pandemia, trata-se de um problema de saúde pública – portanto, cabe ao Poder Público orientar e inclusive baixar normas a respeito, determinando que atitudes devem ser tomadas. Se não o faz, ou o faz de modo contraditório, continuamos nessa situação absurda, com suspensão de algumas atividades e de outras não. A capa da Gazeta do Povo de 30/07 é sintomática: ao mesmo tempo em que noticia em grande manchete a suspensão de aulas, apresenta a chamada: “Férias e chuva lotam shoppings de Curitiba”. O texto dessa chamada informa que “julho foi um mês de ouro para os shoppings”, por causa das férias escolares e do clima frio e chuvoso, capaz de encher lojas e cinemas. E o texto completa: “a previsão é de um agosto ainda melhor”. Portanto, a suspensão das aulas provavelmente terá como efeito a aglomeração de pessoas em outros ambientes, com riscos iguais ou maiores que a frequência às aulas.
Quase todos os órgãos públicos continuam funcionando, inclusive com enormes aglomerações de pessoas que aguardam atendimento por horas em ambientes fechados. De que adianta, então, suspender as aulas? Ou a epidemia é realmente grave e qualquer aglomeração deve ser evitada, ou não é, e a vida de todos deve continuar normalmente, apenas com a adoção das medidas preventivas já recomendadas.
Se o cidadão comum não tem como decidir por si só, cabe ao Poder Público definir uma linha de ação, seja para combater a epidemia com medidas drásticas, seja para acalmar a população e garantir a normalidade no cotidiano de todos.
O que é inaceitável é a incrível falta de unidade nas determinações das autoridades. Tal situação nos leva a imaginar: se se tratasse de uma epidemia de alta letalidade e grande poder de propagação, provavelmente estaríamos à beira do extermínio.
Tomás Barreiros é jornalista e professor universitário.


 04- De acordo com o texto, as autoridades, no que diz respeito às questões de saúde pública em Curitiba,
A) têm uma visão muito mais clara do problema e das ações emergenciais a serem tomadas, o que se deve à experiência vivida no passado com a gripe espanhola.
B) mostram-se pouco familiarizadas com esse tipo de problema, o que pode ser comparado com a negligência vivenciada no passado, ao se tratar da gripe espanhola.
C) têm sido alvo de críticas pelas informações contraditórias que veiculam na mídia, mas agem acertadamente quando se trata das ações efetivas de combate à gripe A.
D) apresentam muita dificuldade para lidar com o problema, uma vez que hoje, assim como no passado, a escassez de recursos impede a tomada de ações eficazes.
E) atuaram de forma mais diligente no passado, havendo, no momento atual, atitudes pouco consistentes face à gravidade do problema representado pela gripe A.

05-O texto deixa claro que o cidadão de hoje.
A) não é afetado pelas opiniões contraditórias dos especialistas.
B) consegue diferenciar a gripe comum da gripe A.
C) carece de informações mais claras e pontuais sobre a gripe A.
D) tem informações suficientes para resguardar-se das doenças.
E) age de forma precipitada por qualquer problema de saúde.

06-  O último parágrafo retoma a ideia contida no título do texto, mostrando
A) falta de bom senso das pessoas num momento de crise da saúde, pois gastam inadvertidamente, sem poupar recursos para cuidados médicos.
B) contradição no comportamento das pessoas, pois os alunos não vão à escola, mas acabam lotando os shoppings, onde se expõem à gripe da mesma forma.
C) falta de políticas públicas mais coercitivas, que deveriam proibir a exploração comercial decorrente de um problema de saúde pública.
D) falta de bom senso da população, que não se mobiliza para exigir das autoridades maior empenho e agilidade para eliminar os focos da gripe.
E) contradição nas decisões dos governos, que baixam normas para a população sem levar em consideração os riscos a que se expõe a maioria das pessoas.

07- No primeiro parágrafo do texto, a palavra então
A) indica a causa de uma informação.
B) expressa circunstância de modo.
C) tem valor conclusivo.
D) pode ser substituída por agora.
E) reporta ao sentido de época.

08-No texto, a informação — … nossas autoridades estão permitindo a desinformação e o caos… — é exemplificada por
A)… as autoridades municipais de Curitiba determinaram o fechamento de todas as casas de espetáculos e proibiram aglomerações...
B) … a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo determinou a volta às aulas apenas no dia 17 de agosto…
C) Se há uma pandemia, trata-se de um problema de saúde pública — portanto, cabe ao Poder Público orientar…
D) Se não o faz, ou o faz de modo contraditório, continuamos nessa situação absurda, com suspensão de algumas atividades e de outras não.
E) O texto dessa chamada informa que “julho foi um mês de ouro para os shoppings”, por causa das férias escolares e do clima frio e chuvoso, capaz de encher lojas e cinemas.

09-A frase que reproduz uma ideia do texto de maneira gramaticalmente correta é:
A) Em 1918, com a gripe espanhola, em Curitiba, ficou proibidas as aglomerações, inclusive o acompanhamento dos enterros e a frequência a templos religiosos.
B) Estimam-se que cerca de 50 milhões de pessoas no mundo tenham sido vítima da gripe espanhola no início do século.
C) Evidentemente cabem ao Poder Público a orientação e a publicação de normas, determinando que atitudes devem ser tomadas.
D) Não seria de se espantar se muitos jornais trouxessem a seguinte manchete: “Férias lota shoppings de Curitiba”.
E) Existe divergências entre os especialistas: uns dizem que a gripe A têm gravidade e letalidade parecidas com a da gripe sazonal, outros afirmam que a situação é mais grave.



PREPOSIÇÃO - ATIVIDADES COM GABARITO - ENSINO FUNDAMENTAL

PREPOSIÇÃO

PREPOSIÇÃO: É a palavra invariável que liga dois termos.

Relações estabelecidas pela preposição: autoria, lugar, tempo, modo, causa, assunto, fim ou finalidade, instrumento, companhia, meio, matéria, posse, oposição, conteúdo, preço, origem, destino, distância, limite.

Classificação da PREPOSIÇÃO:
ESSENCIAIS: Aquelas que sempre foram preposições: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

ACIDENTAIS: Aquelas que passaram a ser preposições, mas não provenientes de outras classes gramaticais: conforme, consoante, segundo, durante, mediante, como, salvo, fora, que, etc.

ATIVIDADES
1 – Observe as preposições destacadas abaixo e escreva qual das relações cada uma estabelece em cada frase:
       Tempo – modo – oposição – lugar – posse – assunto.
a)     A professora voltou de Belo Horizonte. = Lugar.
b)    Irei a São Paulo com muita pressa.  = Modo.
c)     Falaram de política na televisão. = Assunto.
d)    Os alunos fizeram um excelente trabalho até as 10 horas. = Tempo.
e)     A palestra foi sobre a economia de energia. = Assunto.
f)      Lutamos contra a poluição do meio ambiente. = Oposição.

2 – Construa frases com as palavras do quadro abaixo:
      A – ante – até – após – com – contra – de – durante – em – entre – para – desde – perante – por – sem – sob – sobre – trás.

3 – Identifique as preposições:
a)     Nada mais há entre mim e você.
b)    Estou com vontade de sair.
c)     As associações de bairro discutiram, em conjunto, sobre a instalação de novos postos de saúde.
d)    Desde sua volta não fiz nada.
e)     De repente senti-me perante um juiz, tantas eram as interrogações.
f)      Nada fiz por ele.

4 – Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª, indicando o sentido das preposições destacadas.
(1) Origem.              (4) Não conversamos sobre política.
(2) Tempo.               (7) Esse brinco é da minha irmã.
(3) Lugar.                  (5) Juntei dinheiro para viajar.
(4) Assunto.             (8) Esse brinco é de ouro?
(5) Finalidade.         (10) Ele passou mal de tanto come.
(6) Instrumento.     (1) Eu sou de Minas Gerais.
(7) Posse.                 (9) Vou sair com minha tia.
(8) Matéria.             (6) Ele se cortou com a tesoura.
(9) Companhia.       (3) Vou ao shopping.
(10) Causa.              (2) Viajaremos em dois dias.

5 – Circule as preposições nas frases abaixo:
a)     Foi quando meu marido me abandonou com dois filhos.
b)    Desculpa eu te amolar com minhas lamúrias.
c)     Sem problemas.
d)    Só não vejo necessidade da senhora ficar deitada nesse banco.

6 – Em “Foi quando meu marido me abandonou com dois filhos”, a preposição desta cada indica:
a)     Modo.      b) Tempo.       c) Companhia.       d) Instrumento.

7 – Preencha os espaços com a preposição correta:
1)    Novos abalos de terra fizeram sentir-se _____ São Francisco.
2)    Os soldados agiram ______ violência.
3)    João e Manoel vivem discutindo _______ si.
4)    Estudo nesta escola ______ o ano passado.
5)    Luto ______ uma terra melhor.
a)     Por, desde, a, com, de.
b)    Perante, desde, por, com, de.
c)     Por, desde, por, com, por.
d)    Em, com, entre, desde, por.

8 – Você sabe que uma preposição pode apresentar diferente sentidos: Material de que algo e feito, conteúdo, lugar, tempo, finalidade, meio, companhia, etc.
Identifique o valor semântico das preposições em destaque.
a)     Naquela casa morava uma família sem condições financeiras. Lugar.
b)    Estou usando óculos para ver melhor. Finalidade.
c)     Fomos à escola de ônibus. Meio.
d)    Após o sinal, vou recolher as provas dos alunos. Tempo.
e)     Trabalho com seu irmão. Companhia.
f)      Perdi meu giz de cera. Material de que algo e feito.

9 – Identifique as preposições, classificando-as em essenciais e acidentais.
a)     A mãe repreendeu o filho ante os convidados. Essencial.
b)    Os ganhadores tiveram como prêmio uma medalha de ouro. Essencial/acidental.
c)     Há quem dance conforme a música. Acidental.
d)    Agimos segundo os nossos princípios. Acidental.

10 – Informe as relações expressas pelas preposições:
a)     Voltou para ficar – finalidade.
b)    Cortou-se com a gilete – instrumento.
c)     Lutou contra todos – oposição.
d)    Apanhou de chinelo – instrumento.
e)     Escreva sobre sua vida – assunto.
f)      Chegou de trem – meio.
g)     Pagou em cheque – meio.
h)    Casa de tijolos – matéria.
i)       Saiu com o pai – companhia.
j)       Explicou com clareza – modo.
k)     Foi a Santos – destino.
l)       Sou de Florianópolis – origem.



TEXTOS DE LÍNGUA E LITERATURA COM INTERPRETAÇÃO E GABARITO

TEXTOS DE LÍNGUA E LITERATURA COM INTERPRETAÇÃO E GABARITO

01 – A REDAÇÃO E O DICIONÁRIO

        Se você fosse morar numa ilha deserta e distante e só poderia levar um livro pra ler por lá, que livro você levaria?
        Quando chegou a minha vez de responder a essa pergunta eu disse que, mesmo não gostando de carregar peso em viagem, eu levava um dicionário da minha língua.
        Mas eu só senti o gosto do dicionário quando eu comecei a escrever livro. E assim mesmo, foi um gosto que veio vindo devagar.
        Eu tive uma professora de português que achava impossível a gente viver sem um dicionário perto. Eu não gostava da professora; ela tinha unha comprida e pintava de um vermelho meio roxo, quando ela escrevia no quadro volta e meia a unha raspava a pedra. Que aflição! Mas não era por isso que eu não gostava dela não: eu tinha dois motivos muito mais emocionais que a unha. O primeiro é que eu achava que ela tinha tomado o lugar da professora anterior, que eu adorava; o segundo é que ela corrigia tintim por tintim tudo que é redação que eu fazia. Usando caneta. E, pelo jeito, que cometia tanta barbaridade gramatical, que ela se via obrigada a reescrever a minha redação quase que todinha. Com tinta vermelha.
       Quando eu relia a minha escrita, assim toda avermelhada para um português correto, eu sempre sentia a impressão esquisita que a minha redação estava fazendo careta pra mim.
        Mas eu nunca parei pra pensar por que eu sentia assim. Me lembro que eu ficava chateada e pronto: esquecia a careta. E quando eu tinha de novo que fazer redação eu me aplicava igualzinho: redação era o único dever que gostava de fazer.
        A professora corrigia tintim por tintim outra vez. E a nota que ela me dava ficava sempre em torno de 5. Ela justificava a dádiva com a seguinte observação: composição imaginativa. Embaixo do FIM que eu botava sempre no fim da minha redação, ela escrevia um lembrete (vermelho também):
        “Habitue-se a consultar o dicionário”.
        Não deu outra: me habituei a nunca abrir um dicionário.
        [...]
                                                    Livro, um encontro com Lygia Bojunga Nunes.
                                                                                      Rio de Janeiro:  Agir, 1998.

1 – Lygia tornou-se uma grande escritora. Considerando seu depoimento, o que você pode apreender sobre a importância de contar e imaginar histórias desde pequeno?
       Resposta pessoal.

2 – Que outros elementos, relacionados ao aprendizado da escrita, podemos apreender desse depoimento sobre as aulas de redação de Lygia?
       Primeiro, há um elemento emocional que perpassa toda a relação professor-aluno. Segundo, a professora que trabalhava muito, ao corrigir aspectos ortográficos e gramaticais da redação da aluna em tinta vermelha, com a melhor das intensões, parece dar preferência a indicadores relacionados à norma padrão. Mesmo assim, a menina não parecia estar se sentindo motivada para utilizar o dicionário, naquele momento.

3 – Este texto de Lygia Bojunga continua apresentando “as falhas” que a professora destacava em vermelho.
a)     Indique algumas delas.
Algumas respostas possíveis: “tava”, “pra”, expressões coloquiais.

b)    Nesse texto, as formas utilizadas são interpretadas como falhas?
NÃO, pois a autora está dando um depoimento, portanto, o texto é uma transcrição contendo formas da oralidade. O livro do qual foi tirado o texto é um monólogo que a autora apresenta.

c)     Que conclusão você tira das duas frases finais?
Resposta pessoal.


02 – E A VIAGEM CONTINUA...
        [...]
        Depois de rezarmos e cantarmos muito, voltávamos todos para casa e logo chegavam convidados para o almoço, que sempre era espacial. Comidas italianas que vovó, a nona, fazia. E todos os adultos matavam saudade da Itália. Ela tinha vindo de lá, de navio, no começo do século, quando meu pai tinha três anos. Mamãe chegou um pouco mais tarde, com seus pais. Depois de moços, conheceram-se no Brasil e se casaram.
        Durante o almoço, falavam em italiano e tomavam vinho. Era engraçado! Como na missa, não entendíamos nada...
        --- Mamãe me ensinou que é falta de educação conversar em oura língua quando tem alguém por perto que não entende – eu disse.
        --- E é mesmo. Mas, na verdade, eles queriam que, de tanto ouvirmos italiano, fossemos aprendendo. E aprendemos mesmo! Depois de algum tempo. Também, naquela época, os adultos não respeitavam muito as crianças. Não gostavam que ficássemos ouvindo o que falavam. Alguns assuntos eram proibidos para nós e não participávamos de nenhum problema da família. Só ficávamos brincando, ou ajudando a mamãe [...].

                                                            Zabotto, L. H. Vovó já foi criança. Brasília:
                                                                                     Da Anta casa Editora, 1996.

a)     Neste breve trecho sobre suas lembranças da família, que práticas a autora descreve como da cultura dessa família?
Eles iam à missa, eram católicos, se reuniam para almoçar juntos, falavam italiano, cozinhavam pratos típicos, lembravam da Itália, conversavam sobre assuntos que eram proibidos para as crianças.

b)    Que tipo de narrador temos?
É o narrador personagem.

c)     Que gênero é utilizado?
É uma narrativa autobiográfica.

d)    Qual a função do texto?
Como uma narrativa, de memórias, a função é expressiva, visando colocar uma interpretação da narradora quanto ao seu passado, mas, também é um trecho informativo sobre as práticas das famílias italianas.

e)     Quando você leu esse trecho do texto, como ele agiu sobre você? Que impressões você teve, o que aprendeu sobre o narrador personagem?
Resposta pessoal.

f)      Esse gênero pode ser trabalhado em sala de aula para preparar uma atividade de escrita? Justifique.
Resposta pessoal.


03 – PROFETAS DO SERTÃO MIRAM HORIZONTES PARA FAREJAR CHUVA

        Encontro no Ceará reúne “meteorologistas naturais”
        “E aí, seu Chico Leiteiro, chove?”. Do alto da árvore. Francisco dos Santos mostrou: “Cupim com asa, sinal de chuva”.
        Era domingo sem nuvens – “descascado” –, pouco mais do meio-dia, e Chico Leiteiro (o apelido vem da ordenha e distribuição de leite que faz), 66, alcançara com agilidade o cupinzeiro, um dos elementos que usa para prever o “inverno” (a época das chuvas) na região de Quixadá, das mais secas do Ceará.
        No dia anterior, sábado, último dia 10, mesma roupa, chinelos e meio-sorriso, apesar de menos à vontade por falar ao microfone para quase cem pessoas, ele apresentou a previsão no encontro de Profetas Populares: a reunião que une em janeiro, desde 1996, meteorologistas profissionais e amadores, geógrafos e, em média, 20 “profetas da chuva” da região no auditório da associação de lojistas da cidade.
        Os “profetas”, convidados pelos organizadores entre os reconhecimentos por saber se vai ser ano de fartura ou seca, vieram, na edição de 2004, de quatro cidades: Quixadá, Banabuiú, Ibaretama e Camocim.
        Na plateia alguns agricultores, secretários municipais gente da cidade e uma dúzia de repórteres de jornais da TV e de rádios.
        Ao lado dos cupins de Leiteiro, as observações do horizonte, do comportamento dos animais e das pedras de sal ao ar livre (ver “experiências” em quadro) – métodos passados de pai para filho ou desenvolvidos ao longo do tempo –, sem contar predições em sonhos e visões.
        [...] As rádios da região e até os jornais, [...], acabam, ao final dos encontros, reproduzindo uma espécie de placar (ou a “profecia mais frequente”). O de 2004 ficou assim: 18 previsões para boas chuvas, contra 02 para tempo “desmantelado” (sem regra).
        [...]
        Foi em Quixeramobim, cidade da qual Quixadá se desmembrou, que nasceu Antônio Conselheiro (1830-1897), o profeta mais famoso do Nordeste.
        [...]
        Nesse cenário, a repercussão e a força dos “profetas” chegam a ser mais que curiosas. “Pela necessidade, na primeira chuva, o pequeno agricultor planta. Ele precisa comer. Se a previsão tiver sido ruim, ele reza para que ela esteja errada”, diz o meteorologista da Funceme, Namir Mello.
        As “experiências” dos profetas ainda não foram confirmadas cientificamente. Mas há indicativos, dizem os meteorologistas, de que o comportamento de animais pode sim, ajudar na previsão.
        [...].
                                             Flávia Marreiro. Folha de São Paulo. 18 jan. 2004.

a)     Imagine que você é um dos agricultores presentes ao encontro e, ao ouvir as previsões dos profetas, fosse anotando os resultados num pedaço de papel, para poder lembrar depois.
Resposta pessoal. Espera-se que sejam anotações rápidas e truncadas, contendo somente a informação relevante a ser lembrada.

b)    Ainda como agricultor, você precisa mandar um bilhete urgente para casa, contando para os familiares as previsões do ano, explicando a situação.
Resposta pessoal. Espera-se, no entanto, que seja um bilhete informal para uma audiência conhecida, que entre outros assuntos comunique sobre as profecias mais frequentes.

c)     Imagine agora que a Fundação Cearense de Meteorologia esteja fazendo um levantamento dos agricultores interessados em receber informações diariamente, via rádio comunitária, sobre o tempo no sertão. Crie um formulário que poderia ser utilizado nessa situação.
Espera-se que você siga modelos existentes de formulários, contendo dados pessoais; profissão; se lavrador, quais produtos planta. Se criador, quais animais cria. Em quais épocas acha mais importante receber informações meteorológicas. Espaço para observações.

d)    Se você fosse um repórter e resolvesse enviar um cartão postal para uma amiga? Qual seria o texto?
Porém, o texto teria que ter informações sobre o que anda fazendo além do trabalho, por exemplo, para se divertir e descansar.

e)     Escreva um outro cartão, porém, desta vez, para o seu chefe.
Porém pensa-se que se deveria comentar sobre aspectos da viagem, das acomodações, do trabalho na reunião e a preparação da reportagem.

f)      Imagine que você precisará ficar mais alguns dias para completar a pesquisa. Escreva um breve relato sobre o desenvolvimento de seu trabalho na reunião, pedindo para estender sua estadia. A correspondência poderia ser enviada por fax, carta ou e-mail.
O texto deveria seguir uma descrição das atividades desenvolvidas a fim de escrever a matéria. Importante notar que tipo de suporte estará usando para enviar o relatório com a requisição.

g)     Desde o primeiro dia em que chegou à cidade, você estaria reclamando no hotel de que o ar refrigerado não estava funcionando bem. Os funcionários informaram que o gerente estaria viajando mas que chegaria de madrugada. Pediram então que você escrevesse uma carta explicando o defeito para que ele tome as providências necessárias.
Espera-se, no entanto, que a queixa seja mais formal e se atenha a relatar o acontecimento, pedindo que providências sejam tomadas.

h)    No texto final, imagine que você é um parente de um colega do jornalista de São Paulo e seu parente ligou pedindo que você acompanhasse o colega numa visita às belezas da região. Você não encontrou o jornalista no hotel e resolveu deixar um recado com seu contato.
Mas como as pessoas em questão não se conhecem, seria esperado que você se apresentasse fizesse o convite talvez mencionando que é a região onde Antônio Conselheiro nasceu e deixando os contatos para que o jornalista marque o passeio.